Quarta, 19 DE janeiro DE 2022

Preso suspeito de estar no carro dos assassinos de Marielle

Publicado em:

24 de
jul
Categorias: Cinema, Justiça e Notícias. Tags: Brasil, Carro, Delegacia, Justiça, Policia, Preso, Rio e Suspeito.

A Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro prendeu um ex-PM acusado de ser um dos ocupantes do carro em que estavam os executores da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O policial militar reformado chama Alan de Morais Nogueira e é conhecido como Cachorro Louco. A prisão aconteceu na manhã desta terça-feira (24). As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.


Segundo a reportagem, a prisão de Nogueira aconteceu por casa de outro caso. Ele é suspeito de integrar a quadrilha de milicianos chefiada pelo ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando da Curicica, e de participar dos homicídios de um PM e um ex-PM em Guarapimirim, na baixada Fluminense, a mando de Orlando. Além dele, foi preso o ex-bombeiro Luis Cláudio Ferreira Barbosa, conhecido como Orlando de Curicica, miliciano que está preso na penitenciária federal de Mossoró. Os dois são suspeitos de envolvimento no assassinato de um policial e de um ex-policial em fevereiro do ano passado em Guapimirim, na Baixada Fluminense.


De acordo com o delegado da DH Willians Batista, responsável pela investigação do caso de Guapimirim, uma testemunha da morte de Marielle Franco disse que Nogueira também está ligado à execução da vereadora e de seu mortorista, Anderson Gomes, em março deste ano, no centro do Rio. "A investigação do caso Marielle está sob sigilo, não está sob minha responsabilidade. Está com o titular, Giniton Lages. Mas essa testemunha, que deu início à investigação que culminou com as prisões de hoje, colocou os três presos, incluindo o Orlando, no caso Marielle. O teor dessa participação ainda está sob investigação. Eles serão ouvidos em outros casos investigados e também no caso Marielle", afirmou Batista.


Segundo o jornal O Globo, Nogueira estaria no carro que fez a emboscada na região central do Rio de Janeiro e disparou contra o carro onde estava a vereadora. Porém, o delegado não confirmou a informação do jornal. Batista disse que, como não teve acesso ao depoimento dessa testemunha, pode dizer apenas que ela apontou a participação de Nogueira. "Eu não tive acesso ao que ele [testemunha] falou sobre a posição de cada um na morte de Marielle e do Anderson. Seria prematuro da minha parte dizer que eles estavam dentro do carro. Mas foi apontado que de alguma maneira eles participaram do caso."


Batista explicou que Nogueira e Barbosa foram presos temporariamente, com mandado expedido pela Vara Criminal de Guapimirim. Orlando Araújo também teve um mandado expedido. Segundo o delegado, o policial José Ricardo e o ex-policial Rodrigo Severo, mortos em fevereiro passado, também faziam parte da milícia de Orlando e tramavam um golpe para tomar o comando do grupo. Eles teriam sido chamados ao sítio de Orlando, em Guapimirim, onde foram executados. "O caso estava um pouco parado, sem uma linha de investigação muito eficaz a ser seguida, até que conseguimos essa testemunha que falou de diversos crimes daquela organização criminosa, inclusive este que ficou sob minha responsabilidade.


Essa testemunha descreveu toda a dinâmica", acrescentou Batista.. As diligências comprovaram o relato da testemunha. O carro de Nogueira, apreendido hoje, foi identificado em imagens do pedágio escoltando o carro de uma das vítimas. Os corpos foram encontrados carbonizados nesse veículo. O advogado de Nogueira, Leonardo Lopes, negou o envolvimento do policial reformado com milícias e com a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes.


"Não conseguimos acesso ao inquérito e estamos tendo o direito de defesa cerceado. Estamos tentando entrar na delegacia ainda. Ele estava em casa, às 6h da manhã, o carro dele também foi trazido para cá. Ele não sabe o que está acontecendo, nega totalmente o fato. Ele mora em Olaria, estava dentro de casa com a esposa, é um cara tranquilo, uma pessoa do bem. Não teve nenhum tipo de contato com o Orlando de Curicica", disse o advogado. Lopes afirmou que agora, com acesso ao inquérito, poderá fazer um pedido de habeas corpus direto ao juiz.



Portal: Globo Expresso.Com


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