Sexta, 24 DE setembro DE 2021

Uma crise financeira pode acabar com um casamento?

Publicado em:

19 de
ago
Categorias: Atualidade e Notícias.

Os problemas financeiros podem fazer com que os casais decidam por uma separação?


O estresse financeiro é um inimigo do bem-estar: quando uma pessoa se encontra com problemas de ordem financeira, ela tem dificuldade para lidar com as tarefas cotidianas, experimenta estados de ansiedade profunda, pode ter problemas para dormir, além de oscilações de humor… E isso não é tudo!


Esse tipo de circunstância faz com que haja mais dificuldade para pensar antes de reagir. Não é incomum que pessoas estressadas ou muito ansiosas falem algo sem medir a verdade ou o impacto das suas palavras: isso gera muita dor de cabeça, além de poder minar relações.


 


Na área do trabalho, esse tipo de coisa impede que as equipes atuem como deveriam, gerando desentendimentos e baixa produtividade. Para as empresas, isso não é interessante - e para os demais colaboradores, por sua vez, é igualmente desagradável.


 


Em casa, o comportamento de uma pessoa que está passando por dificuldades de ordem financeira pode fazer com que a relação esfrie ou se torne demasiadamente agressiva.


 


Por estar tão concentrado em uma coisa - na ansiedade de fazer, manter ou não perder dinheiro -, o indivíduo afetado pode perder a capacidade de lidar com os problemas de terceiros, a empatia ou mesmo o tato social. Assim, o relacionamento vai definhando.



Crise financeira: o que fazer?


Primeiro, é preciso que haja a identificação do problema. O que tem gerado os estados alterados de comportamento? Quais são os disparadores da ansiedade relacionada ao dinheiro?


 


Muitas pessoas se encontram em uma situação delicada financeiramente porque não possuem disciplina na hora de gastar. É natural, para elas, que gastem mais do que ganham - e isso gera, com o passar do tempo, dívidas que são difíceis de sanar.


 


Se o comportamento não muda, não há nenhuma expectativa de melhora. Na verdade, o que acontece é exatamente o contrário: surge uma bola de neve que, ao rolar morro abaixo, leva tudo o que encontra pelo caminho. Quando perdemos o controle das dívidas, é realmente muito difícil conseguir quitá-las.


 


O resultado disso é, além de um estado de estresse e ansiedade muito difícil de lidar, o adiamento dos planos, a perda da qualidade de vida e a dificuldade de acesso ao crédito. Assim, a vida vai se tornando mais difícil, assim como adquirir patrimônio.


 


Para quem tem planos de uma vida a dois e gostaria de usufruir da companhia do cônjuge, problemas financeiros podem ser bastante complexos. Não apenas porque ter que pagar as despesas gerais se torna mais pesado para um dos elementos do casal, mas porque o descontrole financeiro gera rancor, desconfiança e atritos.


 


Para começar a resolver o que está fora do desejado, é preciso sentar com o par e dialogar sobre as dificuldades. A conversa, na maioria dos casos, tende a ser uma mola propulsora da resolução e não um impeditivo.


 


A partir da identificação do que não está funcionando, dá-se início a um planejamento financeiro, que é particular de cada caso. Qual é a prioridade? Como chegar a ela? O que cada um deve fazer para que a meta seja atingida?



A importância do acompanhamento especializado


Conversar, como mencionamos há pouco, ainda é a forma mais efetiva de resolver questões e chegar a boas conclusões. É por isso que é indicado, para todas as pessoas que estão passando por alguma espécie de sofrimento mental, que busquem o apoio e o aconselhamento de especialistas da área da saúde.


 


A consulta com um psiquiatra pode ajudar a identificar comportamentos que estão gerando compulsão, além das circunstâncias que geram o estresse financeiro. Mesmo que você já tenha ideia do que está tirando o seu sono, o especialista pode apontar coisas que, para quem está inserido no problema, não são tão evidentes assim.


 


O acompanhamento psicológico, após a consulta com o psiquiatra, também faz muita diferença. Quando entramos em diálogo com uma terceira pessoa, que não tem contato com aquilo que vivenciamos nos nossos dias, recebemos uma opinião despida de tantos sentimentos e personalizações.


 


É função do psicólogo entender o que você está dizendo - e, muitas vezes, aquilo que você não está dizendo também. Assim, com o passar dos dias e a frequência nas sessões (muito importante!), você conhecerá mais sobre o seu próprio comportamento e poderá, além de curar a si mesmo, curar as suas relações.



 


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